Cargo Ships
Cape Mor na baía do Funchal
O avariado navio de transporte de graneis, Cape Mor, que se encontrava desde ontem imobilizado ao largo da Ponta do Pargo por avaria da máquina, chegou hoje à baía do Funchal acompanhado pelos rebocadores Cte Passos de Gouveia e Ponta do Pargo. Contudo não vos sei dizer se estes rebocavam o colossal navio ou se apenas o acompanhavam sendo que neste último caso a máquina do navio teria de já ter sido reparada. Com os seus 298m de cumprimento e 47m de boca, esta é a segunda vez este ano que uma impressionante estrutura paira ao largo do Funchal. Por apurar fica a dúvida sobre a capacidade dos referidos rebocadores manobrarem um navio destas dimensões visto que terá sido esse o motivo evocado pelo comandante do navio aquando da recusa de deslocação para a actual posição como noticiado pelo Diário de Noticias. De seguida deixo-vos um primeiro registo desta escala “forçada” mas espero ter oportunidade de partilhar mais e melhores registos do mesmo.
Caniçal a 4 de Fevereiro de 2011
Após alguma pesquisa trago-vos alguns dados a salientar. Nesta última sexta-feira a fazer companhia ao Chem Pegasus estiveram em porto dois porta-contentores, o Christina I e o Madeirense 3.
O Christina I com o “bolbo” todo amolgado ( desconheço o que esteve na causa deste facto ).
E o Madeirense 3 que vindo de Lisboa visitava o segundo porto após ter estado nos Estaleiros de Viana do Castelo ( ENVC ) em manutenção. Ainda a salientar que esta manutenção incluiu a pintura das novas cores do Madeirense 3 que anteriormente ostentava no costado “E.N. Madeirense” e passou a ostentar “BoxLines”.
Para hoje, dia 6, o porto comercial do Caniçal espera receber mais dois navios desta tipologia o Ilha da Madeira e o Funchalense 5, sendo este último o mais moderno navio da tipologia com ligações regulares à Região Autónoma da Madeira.
Chem Pegasus no Caniçal para reparações
Chegou hoje durante a manhã o navio tanque Chem Pegasus com a ajuda dos rebocadores Ponta do Pargo e Cte Passos de Gouveia ao porto comercial do Caniçal. A paragem deste navio na região deve-se a reparações de avarias segundo a APRAM.
Saipem 7000 chega ao Funchal
A sua presença dificilmente irá passar despercebida pela população local. O “navio-grua” Saipem 7000 entrou ao serviço em 1988 mantendo-se no activo graças a um upgrade efectuado em 1999 no qual foi melhorado o sistema de posicionamento dinâmico nomeadamente através da instalação de propulsores azimutais e sistema de aplicação de oleodutos subaquáticos os famosos “pipelines”. Esta magnifica estrutura/navio possui um deslocamento de 172.000t, 198m de cumprimento e 83 de largura. Estás dimensões principais levaram a que o navio fosse construído em duas partes em docas secas separadas e posteriormente unidas uma vez posicionadas em cima de flutuadores provisórios. Ainda de chamar à atenção que cada uma das duas gruas tem uma capacidade de elevação de 7.000t num raio de 40m e combinadas podem elevar até 14.000t, os seus braços medem 140m de cumprimento.
Em seguida deixo-vos algumas fotos embora espere poder obter mais alguns registos deste navios por ventura diurnos.
Priwall
Este navio de carga a granel ostenta o nome Priwall no casco e transportava cereais para a região autónoma da Madeira. Após a operação de transfega no porto do Caniçal o navio dirigiu-se para a baía do Funchal onde esteve fundeado aproximadamente uma semana.
Varosa labora no Porto Novo
Por ser fora do habitual trago-vos um registo feito na última quarta feira de Setembro do batelão Varosa em labor no Porto Novo. Desconheço, contudo, o motivo que leva a que esta embarcação se desloque todos os dias do Funchal até ao Porto Novo e vice-versa. Não poderia esta ficar atracada no referido porto do Porto Novo?
De registar ainda a presença da draga de nome Baixio que se pode observar na foto com casco azul.
Foto: Ocean Primero
- Navio tanque Ocean Primero com registo em Londres durante abastecimento do posto de combustíveis da CLCM.
Foto: Ilha da Madeira
- Navio porta contentores de nome Ilha da Madeira a entrar no porto do Caniçal com a lotação esgotada.
Storm Nos Socorridos
Passados dois dias desde que esteve atracado no porto de abrigo do Caniçal, o navio de transporte de cargas pesadas Storm, tomou o rumo do vale dos Socorridos onde hoje atracou a um caís provisório construído para o propósito. A manobra teve lugar pelas 11h da manhã e chamou à atenção de quem por ali passava. De registar ainda a presença do rebocador Ponta do Pargo que auxiliou na manobra e da lancha passa cabos Bertrine. Antes de passar aos registos que efectuei tenho a referir que não pude identificar afinal que carga foi descarregada no domingo no porto comercial do Caniçal, nomeadamente um contentor, nem que método foi utilizado na operação de descarga a efectuar hoje, pois não tive a oportunidade de presenciar a mesma.
‘Funchalense 5′ inaugurado no Porto Santo no dia 17
Noticia do Diário de Noticias da Madeira ( ver Aqui )
Porta-contentores zarpa da Alemanha amanhã rumo ao Leixões e Caniçal
O mais recente navio da Empresa de Navegação Madeirense , o ‘Funchalense 5′, vai ser inaugurado por Alberto João Jardim no dia 17 no Porto do Porto Santo.
O DIÁRIO apurou que o navio deixa os estaleiros alemães de Cassens Werft amanhã, navegando sob o comando de Rui Quental – o oficial que já comandou o ‘Lobo Marinho’ – rumo a Leixões, onde deverá chegar no dia 13 para proceder ao primeiro embarque de carga.
Com capacidade para transportar 470 TEU’s cheios - podendo oferecer transporte a 155 contentores frigoríficos de 40 pés ou 724 contentores vazios – o novo porta-contentores pode atingir os 18,5 nós de velocidade.
A primeira viagem terá como destino o porto do Caniçal, onde o navio aporta na próxima segunda-feira, navegando o navio para o Porto Santo na madrugada do dia seguinte com contentores e gás para descarregar, com a inauguração marcada para as 17 horas.
Recorde-se que o ‘Funchalense 5′ foi adquirido na sequência de um processo de insolvência, tendo o navio sido avaliado em 19 milhões de euros. Integrado na massa falida, o liquidatário acabou por vender o navio por 12 milhões de euros.
Construído no Verão passado, o porta-contentores nunca saiu dos estaleiros, tendo feito apenas testes de mar e razão pela qual a data de registo será de 2010, o que naturalmente valoriza o activo.
Nos últimos dois meses a ENM mandou instalar duas modernas gruas com capacidade de elevação de 40 toneladas, permitindo com isso autonomia operacional do porta-contentores, o que se afigura fundamental nas operações de abastecimento da ilha do Porto Santo.
O novo navio tem 126,87 metros de comprimento, 20,40 de boca (largura), 7,75 de calado e uma arqueação bruta de 8.700 toneladas passando a ser o maior e mais moderno porta-contentores da frota portuguesa.
Recorde-se que a Empresa Madeirense de Navegação foi constituída há 103 anos, sendo por isso a mais antiga companhia em actividade, tendo o seu primeiro barco sido uma escuna à vela, baptizada por ‘Senhora da Conceição’.
Desde então esta é a quinta versão do nome que desde 1927 baptiza os navios da ‘Madeirense’, ano em que a companhia adquiriu o seu primeiro navio a motor que baptizou de ‘Funchalense’. Daí que a escolha fosse óbvia, com a inscrição do ’5′ a recordar que já existiram quatro navios com o mesmo nome.
Madrinha especial
Numa altura em que o mediatismo das figuras públicas e mesmo dos agentes políticos são usados em campanhas de marketing para assinalar a estreia de novos equipamentos ou estruturas, a escolha de Rebecca Maria Mankinen Sousa para madrinha do ‘Funchalense 5′ é uma mensagem afectiva de que a centenária ‘Madeirense’ está para durar. Com 13 anos, a filha mais nova de Luís Miguel Sousa já sabe o que quer: estudar gestão de empresas. Tal como a irmã. O que parece indiciar que o patrão do Grupo Sousa tem candidatas à sucessão nos negócios da família que ao longo de várias décadas esteve sempre envolvida
nos transportes marítimos.
Quanto à cerimónia, esta deverá contar com representantes das entidades locais e regionais, com o navio a ser registado na Capitania do Porto do Funchal.
Storm no Porto Comercial do Caniçal
Ontem dia 8 de Agosto de 2010 encontrava-se junto à rampa de desembarque existente no interior do porto comercial do Caniçal o navio de transporte de cargas pesadas Storm com o numero de I.M.O.7607649.
Com cerca de 96 m de comprimento e 16m de boca ( “largura” ) este navio Italiano não se encontra pela primeira vez na região, pois já cá esteve atracado no porto turístico do Funchal a aguardar oportunidade, devido a condições meteorológicas, para desembarcar equipamentos pesados nos Socorridos para a EEM (Empresa de Electricidade da Madeira). Na altura recorrendo a um pontal provisório para desembarcar as cargas pela rampa situada à popa dispensando assim qualquer tipo de grua.
Contudo não sei quais os motivos para o trazer de novo à região. Este encontrava-se a descarregar a carga com recurso a uma grua que não consegui identificar se era proveniente do próprio navio ou do porto, apesar do navio se situar em posição de utilizar a rampa à sua popa.
De mal a pior.
Está confirmado.
O transporte das viaturas inscritas na competição Rali Vinho da Madeira e toda a sua logística será assegurada pelos navios de transporte de contentores que fazem as ligações regulares da Madeira a Portugal Continental, culminando numa catrafada de operações desnecessárias e que vão mesmo gerar prejuízo aos armadores visto o transporte dos pesados camiões limitar o numero de contentores que podem ser transportados tendo estes de ficar em terra.
Apesar da presença no IRC estar assegurada por mais dois anos esta situação é uma promessa de exclusão da nossa competição do International Rally Challenge que é essencial para trazer nomes internacionais a participar na prova.
Agora uma pergunta ao Grupo Sousa.
Detentores da Porto Santo Line, da Empresa de Navegação Madeirense e agora com a recente aquisição ao Grupo Sonae da BoxLines não está na altura de concorrer com a Naviera Armas e colocar um ferry a fazer uma rota igual ou semelhante quiçá com destino a Setúbal?
E.N.M.-Empresa de Navegação Madeirense
Ontem, dia 28 de Abril, foi noticiado pelo Diário de Noticias da Madeira a aquisição do Funchalense 5 por parte da Empresa de Navegação Madeirense ( E.N.M.). Segundo o artigo trata-se de um navio porta-contentores novo adquirido pelo valor de 12 milhões de euros valor inferior ao valor inicial do navio devido à falência do armador que o tinha encomendado e que se situava nos 19 milhões de euros. Ainda socorrendo-me do noticiado trata-se de um navio com 126,87m de comprimento, 20,40m de boca e 7,75m de calado, dimensões que perfazem 8700 toneladas de arqueação bruta. O navio já possui inscrito na amurada o seu nome e porto de registo que será o do Funchal e permanecerá no estaleiro até Julho para a colocação a pedido da E.N.M de duas gruas de 40 t, visto estar previsto o navio escalar quinzenalmente o porto do Porto Santo onde necessita da autonomia que as gruas disponibilizam. Após a intervenção o navio dirigir-se-á directamente para o arquipélago da Madeira onde será baptizado.
Agora deixo as minhas interrogações.
Numa altura em que a Naviera Armas já provou a superioridade da operação ferry em detrimento do transporte contentorizado e tendo sido alvo de tantos ataques por parte do lobby presente na zona franca da Madeira será este um investimento inteligente?
Tudo bem que o preço é de facto convidativo mas se há dinheiro para comprar só porque está barato não existe dinheiro para investir porque é pertinente?
O Lobo Marinho já operou no porto do Caniçal mesmo com a inexistência das valências para a recepção de passageiros e tudo correu bem, um dos navios da Naviera Armas no ultimo ano efectuo uma viagem apenas para trazer todo o equipamento e automóveis para o famoso Rali Vinho Madeira no mesmo porto e tudo correu bem, não nos esqueçamos que este era um serviço assegurado pelos navios porta-contentores.
- Por tudo isto deixo aqui a minha perspectiva: os armadores portugueses precisam de rever as suas estratégias e métodos de operação urgentemente, pois sem trabalho, inovação e adaptação à realidade sócio-económica não tarda e nem teremos armador algum nacional.
- Governo Regional e Administração dos Portos da Madeira, apesar do porto do Caniçal ser recente este necessita de uma requalificação a pensar nos navios de tipologia ferry OU, em alternativa, a lota presente no interior do porto do Funchal urge em ser movida para a sua nova prevista localização e no seu lugar criada uma segunda rampa roll-on roll-off, contudo este último porto já sofre com a insuficiente linha acostável para os paquetes ( navios de cruzeiro ) que tanto orgulho nos trás ou pelo menos trazia.
Por fim apenas quero dizer que o que aqui digo é apenas um alerta pois noto que muita população não dá a devida importância aos assuntos do mar, assuntos estes que afectam profundamente toda a economia regional, assuntos estes que todos deveríamos abraçar e discutir.













































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