Citação: Jornal da Madeira
Muralha acostável no aterro junto à baía
A solução final para o aterro da baía do Funchal deverá contemplar a construção de uma muralha acostável, uma espécie de cais, que permita a atracagem de navios de cruzeiros e potencie as actividades turístico-marítimas. O secretário regional do Equipamento Social, Santos Costa, reitera que aquela será uma zona de lazer, de fruição pública, não de edifícios.
O secretário regional do Equipamento Social diz que, embora não haja ainda uma decisão final e várias opções estejam igualmente em equação, a ideia para o aterro na baía do Funchal, junto à Avenida do Mar, passa por instalar naquele espaço uma área de lazer. E anuncia a construção de uma muralha acostável, permitindo a atracagem de navios de cruzeiro. Santos Costa garante que aquela zona não será afecta a edifícios. «Será uma zona de lazer, de fruição pública», anuncia. «A ideia é conter aquele aterro, de modo a protegê-lo em relação à bacia portuária do porto do Funchal. Ao protegermos vamos criar uma muralha que seja acostável. Não faz sentido estarmos a construir uma muralha para proteger aquele aterro e não lhe darmos condições de utilização portuária. É essa também a ideia», enaltece. O governante esclarece que quando fala de utilização portuária está a pensar «nos navios de cruzeiro, em actividades turístico-marítimas». «Será uma espécie de um cais. Não será o prolongamento do actual cais, mas seria uma maneira de termos ali uma infra-estrutura que permita proteger o depósito de materiais que ali está, evitando um possível assoreamento do porto do Funchal. Serviria de protecção à baía do Funchal e ao mesmo tempo teria uma utilidade», reforça. O nosso interlocutor diz ainda que «o estudo sobre o aterro criado após o temporal no calhau da Praia do Funchal, junto à Avenida do Mar, estará concluído até finais do Verão», como aliás o JM noticiou em primeira mão. Os estudos não estão ainda concluídos, mas há uma equipa, contratada pelo Governo Regional, a estudar as melhores opções para aquele local. Santos Costa realça ainda que o estudo em causa está a ser feito em conjunto com o da foz das ribeiras de João Gomes e de Santa Luzia. «Como se vai fazer ali obra não faz sentido não envolvermos na obra da foz aquela zona envolvente. Portanto, é um estudo que está a ser feito em conjunto e que oportunamente estará concluído», conclui.
- Ilustração da autoria do Administrador
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